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domingo, 23 de junho de 2013

Cura gay -homossexualismo


A Comissão de Direitos Humanos da Câmara, presidida pelo pastor Marco Feliciano (PSC-SP), aprovou a proposta apelidada de "cura gay". O projeto seguirá ainda para duas comissões antes de ir a plenário.

Em se falando de homossexualidade, trago ao leitor as perguntas mais frequentes em relação a este tema e respostas segundo observações psicológicas.

1-    É possível curar um homossexual? É possível auxiliar para que a pessoa se torne mais realizada, seja como homossexual ou heterossexual.  

2-    O que fazer quando o filho ou filha trás essa condição aos pais? Em primeiro lugar, a família precisa tornar o tema “sexualidade” algo tranquilo de ser abordado. Esta é uma condição fundamental para que os familiares saibam bem lidar com qualquer necessidade trazida pelos filhos. E, claro: os pais precisam estar mais bem resolvidos em sua própria sexualidade para favorecer a boa resolução dos seus filhos nesse tema. Se isso não acontece, quem deve procurar ajuda são os pais.

3-    A homossexualidade feminina funciona de maneira parecida com a homossexualidade masculina? Sim. Ambos buscam incorporar em seu interior aquilo que lhes falta. Assim acontece também entre os heterossexuais: as relações amorosas e sexuais sempre estão em busca da parte que não está tão presente e mais amadurecida.

4-    Existe alguma idade onde se manifesta a homossexualidade? Existe uma idade onde não podemos definir como um quadro de homossexualismo: primeiros anos de vida até a adolescência. Todos esses períodos (infância, latência, puberdade e adolescência) são períodos do amadurecimento para a formação da personalidade e identidade sexual.

5-    É fato de que algumas pessoas se descobrem gays depois de mais velhas? A vida é uma eterna exploração daquilo que está no interior de cada ser humano. Se é que existe algum mistério a desvendar, é o que habita dentro de cada um. Ao longo do caminho da vida é natural que algumas pessoas mudem de profissão, de casamento, de país. Outras se descobrem mais felizes ao lado de alguém do mesmo sexo. Muitas vezes, aquilo que alguns nomeiam de bissexualidade é nada mais do que o homem ou a mulher vivenciando algum momento de crise ou quando se encontra em busca de compreender um pouco mais sobre os seus sentimentos e ausências afetivas. É um processo natural. 

6-    É verdade que existem mais homossexuais hoje em dia do que em tempos remotos? Homens e mulheres, nos dias de hoje, tem mais liberdade para o seu autoconhecimento. A humanidade está explorando a si mesma, no sentido de desvendar aspectos poucos conhecidos dos seus sentimentos mais íntimos. Seria inevitável que estivéssemos vivendo esta realidade, quando tantos se dizem homossexuais, mesmo não tendo a certeza disso. Isto é um avanço, uma parte importante do caminho de evolução da consciência humana. Devemos olhar com bons olhos a tudo que tem se manifestado.

7-    Existe alguma diferença entre as pessoas que vivem algumas vezes relacionamentos homossexuais e outros que vivem prioritariamente  as relações homossexuais? Sim. No primeiro caso, ainda está havendo algum tipo de amadurecimento, que pode configurar um quadro de heterossexualidade ou homossexualidade. No segundo caso, normalmente, já há uma definição interna com a identidade homossexual. É quando a pessoa está mais tranquila para dedicar o amor por alguém do mesmo sexo.

8-    Como serão as famílias, em relação aos filhos e filhas, com pais do mesmo sexo? Ainda é um assunto que está sendo observado. Há muito pouco material técnico sobre o assunto. Mas, pelo que tenho acompanhado, os casais gays têm se dado muito bem com a educação dos seus filhos. Estamos presenciando uma ampliação do amor. Isso é bom.

9-    Quando os pais não aceitam os filhos que se declaram gays, o que isso pode causar na personalidade desses filhos? Toda a exclusão traumatizará ao ponto de dificultar a felicidade do filho ou da filha. Portanto, eles terão maior dificuldade de se realizar na vida não pelo fato de serem homossexuais, mas, pelo fato de terem sido afastados do amor que inclui e acolhe aquilo que é manifestado. Tudo que se apresenta como diferente, tem uma dificuldade extra para ser aceito, mas, devemos sempre nos lembrar de que o amor que não julga nem discrimina sempre é um amor mais maduro e eficiente.

10-    É pecado ser homossexual? Sob o ponto de vista psicológico não.

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