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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Violência e depressão


O crime assustou o Brasil. Mas, não surpreendeu. Marcelo de 13 anos é suspeito de ter matado sua mãe, seu pai, a avó, a tia e se matado em seguida. Segundo os policiais que apuram as mortes, a arma usada foi uma pistola 40 da mãe de Marcelo.
Enquanto ainda lia esta notícia, recebi um e-mail de um amigo que comentava o seguinte título: “Facebook pode tornar adolescentes mais vulneráveis à depressão”. Na mesma hora pensei: aqui pode haver alguma ligação.
Casos de assassinatos bárbaros como esse, normalmente são cometidos por personalidades psicopatas. Se, de fato o jovem cometeu esta tragédia, possivelmente ele está dentro desse diagnóstico.
O que se sabe, dentro do que foi estudado até agora, é de que crianças, jovens ou adultos com o problema da depressão normalmente tendem a ser muito mais auto agressivos (suicidas) do que assassinos. No entanto, os novos estudos requerem a nossa atenção.
A seguir trago na integra a matéria recebida:  

Um estudo apresentado na 119.ª convenção anual da Associação Americana de Psicologia, em Washington DC (EUA), e divulgado em sete de agosto de 2013 pelo site Science Daily afirma que o uso de redes sociais pode levar adolescentes a manifestar "tendências narcisistas" e torná-los mais vulneráveis a ansiedade, depressão e outros problemas psicológicos.
Na apresentação, intitulada "Poke Me: How Social Networks Can Both Help and Harm Our Kids" (Cutuque-me: Como as redes sociais podem ao mesmo tempo ajudar e prejudicar nossas crianças), o PhD e professor de psicologia Larry D. Rosen, da Universidade Estadual da Califórnia, expôs que "particularmente entre jovens, estamos apenas começando a ver pesquisas sólidas que demonstram tanto o lado positivo quanto o negativo" de redes sociais como o Facebook. Em seu estudo, Rosen aponta que adolescentes que usam Facebook tendem a apresentar com mais frequência tendências narcisistas, enquanto jovens com forte presença no Facebook mostram mais sinais de outros problemas psicológicos, como comportamento antissocial, manias e tendências agressivas. O abuso diário das mídias sociais e das tecnologias tem efeito negativo na saúde de todas as crianças, pré-adolescentes e adolescentes, que se tornam mais propensos à ansiedade, depressão e outros problemas psicológicos, além de deixá-los mais suscetíveis a problemas de saúde no futuro. O psicólogo advertiu também sobre os efeitos do Facebook em estudantes: a rede social pode distrair e causar impacto negativo nos estudos. Rosen citou pesquisas que mostraram que alunos de colégio e de faculdade que visitaram o Facebook pelo menos uma vez durante um período de 15 minutos de estudo tiraram notas menores.
Benefícios:
Entre os impactos positivos das redes sociais, Rosen destacou que os relacionamentos virtuais podem ajudar adolescentes introvertidos a aprender como se socializar. Além disso, as redes sociais podem fornecer ferramentas de ensino mais atraentes, capazes de promover o engajamento de jovens estudantes.
Aos pais, o professor recomendou que acompanhem as atividades dos filhos nos sites de redes sociais e discutam a remoção de conteúdo ou conexões impróprias. Os pais também precisam ficar atentos às tendências online e às últimas tecnologias, sites e aplicações que as crianças utilizam.
 

         Junto a isso, tenho investigado o papel dos jogos na psique dos jovens e de que forma eles afetam o comportamento, ideias e valores. Um dado é fundamentalmente alarmante: 90% dos jogos mais “curtidos” por eles estão ligados ao “matar ou morrer” (violência) enquanto que os outros 10% vinculados à competição.           O leitor tem alguma dúvida de que isto favorece a violência?
            O crime assustou o Brasil, mas, não surpreendeu. 

             Qual a solução?
            Ela é clara, no entanto, bastante trabalhosa: deveremos voltar a confiar na humanidade e na própria vida.
O que há de mais moderno a nível psicológico e pedagógico terá que realizar este trabalho: de arquitetar ferramentas educacionais, fazendo uso de todos os meios de comunicação, para que favoreçam a “reconstrução” da ideia de que somos essencialmente confiáveis e solidários. Saibam os leitores de que a agressividade é apenas uma reação à crença de que estamos permanentemente ameaçados. 
A vida será vitoriosa. Mesmo que ainda tenhamos que passar por experiências tão duras, estamos a caminho. 

             

           

 

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