O deputado Chico Alencar, do PSol, acompanhado de
tantos outros colaboradores, como o correto senador Cristovam Buarque propõem uma
importante mudança na bandeira brasileira: estaria escrito “amor, ordem e progresso”.
Estaríamos também oficializando como meta constitucional (como acontece no
Butão) que o estado deve oferecer a felicidade ao seu povo. Este objetivo
mediria o índice de satisfação pessoal do cidadão, levando em consideração
pilares como educação, saúde e cultura, ou seja, a satisfação das pessoas em
relação às condições de vida oferecidas pelo governo.
Este é um assunto fundamental para ser discutido. Proponho
que façamos um movimento a partir de hoje.
E o que eu sempre me pergunto: progrediremos também
nós para a mesma direção de métodos que não funcionaram? Seremos nós brasileiros,
no futuro próximo, aquilo que sempre contestamos enquanto uma nação pobre: líderes
impiedosos, prisioneiros da visão egoísta, onde a maioria é manipulada para o
regozijo de poucos? Nossas cidades continuarão progredindo na mesma direção distorcida
de agora: com atitudes pessimistas, desarmônicas e corruptas? Afinal, ordem e
progresso para alcançar o quê?
Esses políticos estão nos apresentando um caminho para
alcançarmos uma convivência mais harmônica fundamentada no amor. Por mais que esta
discussão pareça uma grande bobagem para muitos, é justamente a reflexão que
faltava para o amadurecimento do povo brasileiro: precisávamos saber que o amor sem ordem é ineficiente. Este
será o nosso papel mundial: uma nação que propõe a AMOROSIDADE E A ORDEM em equilíbrio.
Após todos os erros que a humanidade vem cometendo na capacidade
de boa convivência com o outro e com o planeta, tempo onde cada nação se via numa
dinâmica de competição, começamos a migrar para uma compreensão mais avançada
de coexistência: a capacidade de sermos mais colaborativos. Aos olhos que
despertam, alcançamos a visão de uma grande tribo mundial onde cada povo
contribui para o outro, tornando viável a estabilização, e dela, obviamente a
felicidade para o maior número de pessoas.
Utopia? Ingenuidade? Infantilidade? Dou risada das pessoas que veem
as mudanças para o melhor como algo inalcançável. Utópicas, ingênuas e infantis são elas que ainda
não perceberam que a transformação já está em suas mãos.
As mudanças não virão de fora. Teremos que construí-las
a partir do nosso interior, com otimismo e mãos abertas para receber tantas outras.
Estou lançando esta reflexão: o amor como parte da ordem
e do progresso.
Quero convidá-lo a participar. Escrevam no blog (www.psicologobauer.blogspot.com.br
e, deem sua opinião; mandem e-mail para contatosimplicidade@hotmail.com.
Neste momento, além dos brasileiros, temos 9 países que visitam o nosso blog. Vamos
enviar estas mensagens para todos os demais irmãos da grande tribo mundial. Vamos
gerar uma onda de reflexão sobre o AMOR.
Espero pela sua colaboração.
O caminho sagrado da simplicidade.
Primeiro queria parabenizar pelo teu trabalho, Bauer! Estou lendo teu último livro e gostando muito! E este blog também está muito bacana. Mas sobre esse assunto da bandeira, faço outro olhar sobre isto. Com certeza acho que adicionar "Amor" à nossa bandeira representaria algo incrível! Lindo! Mas me questiono em relação ao fato de que esta proposta vem para corrigir o lema positivista "O Amor por princípio e a Ordem por base; o Progresso por fim". E é aí que não consigo gostar da ideia. Positivismo representa de forma muito forte o modelo europeu de conhecimento, que se impõe a todos os demais modelos de conhecimento, e que ja nos trouxe tanto mal. Concordo sim com a mudança do lema da bandeira, mas não corrigindo um lema positivista e sim excluindo-o. Por que não usamos um lema indígena? Ou um lema popular brasileiro? De senso comum, que realmente represente o povo? Talvez seja preciosismo meu, mas é que me revolta essa imposição cultural, intelectual, que é tão subliminar a ponto de a aceitarmos na bandeira de nosso país.
ResponderExcluirAbraço!
Agradecido pela tua participação Gustavo. Certamente há o positivismo por trás dessa proposta e daí, concordâncias e discordâncias. No entanto, só o fato de estarmos refletindo sobre a intenção desta nação, simbolicamente representada pela sua bandeira, é um processo importante, amadurecedor. Mesmo que não ocorra qualquer mudança física, as reflexões internas vão construindo, aos poucos, uma nova e mais sofisticada capacidade de convivência. Creio que o nosso Brasil, ainda iniciante e ao mesmo tempo, poderoso em suas diversidades, se encaminha para propor ao planeta outro tipo de liderança mundial e encaminhamento para distintas metas. Mesmo que tenhamos ainda muito trabalho pela frente, olho para esse horizonte com muita alegria. Um grande abraço para ti Gustavo e até breve.
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